quinta-feira, 31 de julho de 2014

Síndrome Gorda!

Nessa e a próxima postagem tentaremos falar um pouco sobre obesidade. Este tema está intimamente ligado à estética e é altamente atual. Hoje falaremos sobre obesidade causada por uma síndrome e na próxima tentaremos falar sobre obesidade e cirurgia de redução de estômago.

Pois bem, todos sabemos que a obesidade está ligada a uma série de complicações a curto, médio e longo prazo. Pessoas obesas têm maior tendência a apresentar pressão arterial elevada, diabetes e alterações dos lípides sanguíneos (colesterol, triglicérides, etc).
Assim como há obesos que não desenvolvem essas complicações, há indivíduos um pouco acima do peso ideal que acumulam gordura no abdômen, têm níveis de triglicérides e colesterol alterados, pressão arterial ligeiramente elevada e, embora não cheguem a ser diabéticos, nos testes de glicemia em jejum, mostram que o nível de açúcar no sangue está um pouco acima do normal.

Hipertensão, elevação da glicemia em jejum, alteração dos níveis de lípides, acúmulo de gordura no abdômen são características de um quadro descrito em 1988 por Reaven, batizado inicialmente como síndrome X e, mais tarde, como síndrome metabólica ou plurimetabólica. Portadores dessa síndrome estão mais propensos a desenvolver doenças cardiovasculares, derrames cerebrais e doenças vasculares periféricas.

Quando foi descrita no final da década de 1980, a síndrome X tinha como base a intolerância à glicose e era característica de uma população com maior risco para doenças cardiovasculares e diabetes, não necessariamente diabetes estabelecido, mas uma condição prévia conhecida como resistência à ação da insulina.
Lembrando que, em jejum, a glicemia normal deve estar entre 70 e 100, na síndrome metabólica esses números oscilam entre 100 e 125. Além disso, duas horas depois de ter tomado glicose, se o resultado do exame estiver entre 140 e 200 será indicativo de que a pessoa também apresenta esse tipo de intolerância.
Portanto, a síndrome X caracteriza-se pela associação de fatores como intolerância à glicose, hipertensão arterial, distúrbios lipídicos, ou seja, distúrbios da gordura circulante, principalmente aumento do colesterol ruim (LDL) e dos triglicérides, obesidade, em particular a do tipo central, que dá ao corpo o formato semelhante ao da maçã.

Não há dúvida de que a síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna, especialmente porque está associada à obesidade e esta, por sua vez, resulta do binômio alimentação inadequada e sedentarismo. Não há como negar que, cada vez mais, as pessoas estão consumindo alimentos muitos calóricos que formam colesterol e triglicérides com facilidade. Outro fator de risco importante é a falta de exercícios. Televisão com controle remoto, carros acionados automaticamente, elevadores no lugar das escadas, tudo colabora para que a economia da atividade física e favorece o sedentarismo.

O ideal seria que medidas simples, como dieta e exercícios físicos, bastassem para reverter o quadro. No entanto, se o paciente não quer ou não pode fazer dieta adequada e praticar exercícios, ou mesmo fazendo não consegue controlar alguns componentes da síndrome, a intervenção medicamentosa torna-se obrigatória.

7 comentários:

  1. A síndrome metabólica relaciona-se diretamente com o modo de vida sedentário atual. É alarmante também o aumento do número de casos de diabetes na infância, sendo que a maioria dos casos tem base na obesidade infanto-juvenil.Além do exagerado apelo midiático sobre a alimentação baseada em açúcares e alimentos gordurosos, esses alimentos são mais "palatáveis" às crianças(devido à maior sensibilidade das papilas gustativas ao açúcar)o que torna quase impossível a uma criança contemporânea não consumir tais produtos.

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  2. Segundo os critérios brasileiros, a Síndrome Metabólica ocorre quando estão presentes três dos cinco critérios: Obesidade central - circunferência da cintura superior a 88 cm na mulher e 102 cm no homem; Hipertensão Arterial - pressão arterial sistólica ³ 130 e/ou pressão arterial diatólica ³ 85 mmHg; Glicemia alterada (glicemia ³110 mg/dl) ou diagnóstico de Diabetes; Triglicerídeos ³ 150 mg/dl; HDL colesterol £ 40 mg/dl em homens e £50 mg/dl em mulheres. Pelo fato da Síndrome Metabólica estar associada a maior número de eventos cardiovasculares é importante o tratamento dos componentes da Síndrome. É fundamental que seja adotado um estilo de vida saudável, evitando fumo, realizando atividades físicas e perdendo peso. Em alguns casos o uso de medicação se faz fundamental. Um endocrinologista deve ser consultado para avaliar e orientar o caso especificamente.

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  3. O termo Síndrome Metabólica descreve um conjunto de fatores de risco metabólico que se manifestam num indivíduo e aumentam as chances de desenvolver doenças cardíacas, derrames e diabetes. A Síndrome Metabólica tem como base à resistência à ação da insulina, daí também ser conhecida como síndrome de resistência à insulina. Isto é: a insulina age menos nos tecidos, obrigando o pâncreas a produzir mais insulina e elevando o seu nível no sangue. Alguns fatores contribuem para o aparecimento: os genéticos, excesso de peso (principalmente na região abdominal) e a ausência de atividade física.

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  4. Quando presente, a Síndrome Metabólica está relacionada a uma mortalidade geral duas vezes maior que na população normal e mortalidade cardiovascular três vezes maior. A insulina é o hormônio responsável por retirar a glicose do sangue e levá-la às células do nosso organismo. A ação da insulina é fundamental para a vida. Mas, a insulina também é responsável por inúmeras outras ações no organismo, participando, por exemplo, do metabolismo das gorduras. Resistência insulínica corresponde então a uma dificuldade desse hormônio em exercer suas ações. Geralmente ocorre associada à obesidade, sendo esta a forma mais comum de resistência. Síndrome Metabólica corresponde a um conjunto de doenças cuja base é a resistência insulínica. Pela dificuldade de ação da insulina, decorrem as manifestações que podem fazer parte da síndrome.

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  5. Esse mal da vida moderna nada mais é que a associação de vários fatores de risco que amplia o desenvolvimento de doenças ateroscleróticas cardiovasculares, entre as quais, o infarto cardíaco, o acidente vascular cerebral (AVC) e a morte súbita. Quem desenvolve a síndrome, em princípio, não tem sintomas que possam sugerir uma visita ao médico. Quando os sinais começam a aparecer é porque a doença está em estágio avançado e perigoso. Para quem fuma e ingere bebidas alcoólicas com frequência, os riscos de impulsionar o avanço da doença são ainda maiores.A síndrome metabólica é atribuída a hábitos pessoais adotados: dietas hipercalóricas associadas ao sedentarismo. Essa combinação resulta em uma série de alterações metabólicas, como resistência à insulina, em casos mais avançados da doença pode-se desenvolver o diabetes, elevação da pressão arterial e dos triglicérides, redução dos níveis do colesterol bom, além de obesidade abdominal.

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  6. Pessoas com síndrome metabólica frequentemente têm dois problemas que podem causar a condição ou piorá-la, estes são o excesso de coagulação sanguínea e níveis aumentados de substâncias sanguíneas que são um sinal de inflamação em todo o corpo. Percebe-se que uma alteração em nosso corpo pode levar à uma desestruturação geral

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  7. A obesidade está associada a maior incidência de Hipertensão Arterial, Diabetes e colesterol elevado que são, por si só, graves doenças de natureza crônica, e degenerativas, com sérias complicações como o infarto e o derrame. Hoje, a obesidade, se não for prevenida e evitada, deve ser tratada inclusive com medidas cirúrgicas para os casos mais graves, os de obesidade mórbida. A conhecida cirurgia bariátrica (diminuição do estômago) permite o reestabelecimento do peso adequado em pouco tempo e em muitos casos propicia a normalização dos níveis de pressão arterial de açúcar no sangue.

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