domingo, 13 de julho de 2014

Beleza Bulímica



Complementando a postagem anterior, vamos conversar hoje           sobre a bulimia nervosa. Mais recorrente que a anorexia, a bulimia se mostra também aterrorizante. Ela é um distúrbio que se caracteriza por episódios recorrentes e incontroláveis de ingestão de grandes quantidades de alimentos, geralmente com alto teor calórico, seguidos de reações inadequadas para evitar o ganho de peso, tais como indução de vômitos, uso de laxativos e diuréticos, jejum prolongado e prática exaustiva de atividade física.
Nos portadores de bulimia, não é a magreza que chama a atenção. Em geral, são mulheres jovens de corpo escultural, que cuidam dele de forma obsessiva. Seguem dietas rigorosas. De repente, perdem o controle e ingerem uma quantidade absurda de alimentos, na maior parte das vezes, às escondidas. Depois, são tomadas por sentimentos de remorso ou culpa. Os recursos de que se valem para não engordar provocam complicações no organismo. Por exemplo: destruição do esmalte dos dentes, inflamação na garganta, sangramentos, problemas gastrintestinais, arritmias cardíacas, desidratação, etc.

A principal diferença entre anoréxicos e bulímicos é o estado de caquexia (extrema desnutrição) a que podem chegar pacientes com anorexia. Seu efeito no metabolismo é parecido com o da anorexia. O corpo não tem glicogênio disponível e passa a metabolizar lipídeos e proteínas.
O diagnóstico da doença nem sempre é fácil, porque os sintomas não são evidentes como os da anorexia. Por isso, o levantamento da história do paciente, seus hábitos alimentares e a preocupação constante com o peso são dados que precisam ser cuidadosamente observados. Além disso, segundo o DSM.IV, o manual de diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais, a pessoa precisa apresentar dois episódios por semana de ingestão descontrolada de alimentos, durante três meses no mínimo, para ser classificada como portadora de bulimia nervosa.
O tratamento da bulimia nervosa exige acompanhamento de equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos, psiquiatras, nutricionistas. Medicamentos antidepressivos podem ser úteis, especialmente se ocorrerem distúrbios como depressão e ansiedade. Da mesma forma, a psicoterapia cognitivo-comportamental tem mostrado bons resultados a longo prazo, especialmente quando associada ao uso de antidepressivos e estabilizadores do humor.

Infelizmente, não se conhecem métodos eficazes para prevenir patologias como a bulimia e a anorexia. Certamente, o empenho da sociedade para mudar certos valores estéticos ligados ao culto do corpo e à magreza traria benefícios importantes para a saúde.

7 comentários:

  1. Um ponto importante é como relacionar-se com uma pessoa que é portadora de bulimia. Isso, pois a importância da família nessas situções é crucial e um tratamento com base em críticas servirá apenas para agravar a situação, que facilmente evolui para um quadro de depressão(a pessoa precisa não se aceitar para entrar em quadro de bulimia) e apenas agravará a situação. O mais importante é, antes de tudo, procurar uma assistência especializada que possa tratar a situação da maneira correta. Junto a isso, é importante pensar na possibilidade de acompanhamento terapêutico familiar, pois a causa pode estar na propria família ou para evitar surgir novos casos a mesma família.

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  2. Um fato bastante preocupante ressaltado na postagem é o fato dos sintomas da bulimia não serem tão evidentes quanto o da anorexia, já que isso poderia retardar a busca de um tratamento especializado. No entanto, a anorexia mostrou-se bem mais grave já que a a pessoa pode chegar ao estado de grave desnutrição.

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  3. Interessante mostrar que, atualmente, são muitos os blogs como o seguinte: http://diariodeumaanorexicgirl.blogspot.com.br/2013/07/73-dicas-super-uteis-garimpadas-pela.html ; nele, são dadas dicas de "Ana" (anoréxicas) e "Mia" (bulímicas), de forma que o exagero mostrado só comprova que essas doenças envolvem completamente o psicológico das doentes e exigem um tratamento eficaz, por meio de médicos, psicólogos, psiquiatras e nutricionistas.

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  4. Nos portadores de bulimia, não é a magreza que chama a atenção. Em geral, são mulheres jovens de corpo escultural, que cuidam dele de forma obsessiva. Seguem dietas rigorosas. De repente, perdem o controle e ingerem uma quantidade absurda de alimentos, na maior parte das vezes, às escondidas. Depois, são tomadas por sentimentos de remorso ou culpa. Os recursos de que se valem para não engordar provocam complicações no organismo. Por exemplo: destruição do esmalte dos dentes, inflamação na garganta, sangramentos, problemas gastrintestinais, arritmias cardíacas, desidratação, etc.As causas são as mesmas da anorexia, entre elas destacam-se predisposição genética, a pressão social e familiar e a valorização do corpo magro como ideal máximo de beleza.

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  5. Bulimia é uma doença fundamentalmente psicológica, porém com graves problemas na saúde física. O ato de vomitar o que comeu é absurdamente nocivo à saúde, visto que o corpo não digeriu praticamente porção alguma do que foi ingerido. Logo, o alimento ainda encontra-se no estômago, sendo que a absorção dos nutrientes e o término da digestão (a maior parte das proteínas e lipídeos) dá-se no intestino. Dessa forma, pessoas praticantes de bulimia devem ser tratados as pressas, visto ser uma doença grave por causar um nível de desnutrição elevado.

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  6. “A internet acaba sendo um momento, uma maneira de poder falar sobre isso de forma anônima e nesses blogs ou nesses sites que acabam incentivando, dando apoio, suporte para a prática continuar", explica Celso Garcia Júnior, psiquiatra/Unicamp.A principal orientação para os pais é bloquear estas páginas principalmente se tiverem crianças e adolescentes em casa, porque são justamente eles, os mais vulneráveis.
    Deve-se ter cuidado com todas as formas que possam manipular os jovens. A internet hoje em dia é capaz de influenciar tanto a cabeça de um adolescente a ponto de provocar uma doença tão grave como a bulimia ou anorexia.

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  7. Nos dias atuais, o culto ao corpo perfeito acaba influenciando pessoas, principalmente mulheres, a usarem de todo e qualquer artifício para se manterem magras. A bulimia é um transtorno alimentar que se caracteriza pela ingestão de uma grande quantidade de alimentos, geralmente ricos em calorias, seguida por métodos compensatórios. Esses métodos compensatórios podem ser: o uso de laxantes ou diuréticos, a prática de exercícios físicos intensos ou a indução do vômito. Pessoas que apresentam esse transtorno alimentar geralmente têm peso normal e seguem dietas severas. Além disso, alguns fazem jejuns rigorosos e ingerem anorexígenos, medicamentos que diminuem o apetite e causam agitação, dependência e inúmeros efeitos indesejáveis.

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