quinta-feira, 31 de julho de 2014

Rim de Pedra!

Há poucos dias a ANVISA proibiu a venda de alguns suplementos proteicos para atletas. O motivo? Havia uma quantidade muito alta de carboidratos nesses suplementos superando, em 20% dos casos, os valores declarados no rótulo do produto. A medida foi acertada e nos faz discutir sobre o uso de suplementos proteicos por atletas, principalmente os de academia.

A busca por um corpo belo e parecido com o padrão atlético nos leva a fazer muita coisa que não podemos. Ter massa muscular é motivo de muita coisa boa, inclusive de uma grande possibilidade de arranjar o(a) parceiro(a) sexual dos sonhos. Por isso perder horas na academia. É lá que estimulamos os nossos músculos a aumentar de tamanho.

Quando os músculos são submetidos a um treinamento intensivo, como em uma sessão de treinamento de resistência, ocorre um estresse nas fibras musculares que é chamado na literatura de estresse ou lesão muscular. Essa ruptura da célula muscular ativa as células satélite, as quais estão localizadas no exterior das fibras musculares entre a lâmina basal (membrana basal) e a membrana plasmática (sarcolema) das fibras musculares para espalhar ao local da lesão. Para tanto, gasta-se aminoácidos e o corpo precisa repô-los. Para fazer isso a célula pega o aminoácido livre no corpo e o transforma em proteínas constituintes das fibras musculares.

Antes de mostrar como cada pessoa repõe esses aminoácidos precisamos entender algumas coisinhas:
1) Moléculas que desviam a luz para a direita são chamadas dextrógiras(D); quando o desvio é para a esquerda, as moléculas são chamadas levógiras(L). A importância disso reside no fato de que uma molécula dextrógira(D) e uma levógira da mesma substância(DL) são imagens especulares uma da outra. Como em bioquímica, a disposição dos átomos é crucial na determinação da atividade biológica, a mesma substância com distinta quiralidade pode não apresentar efeito biológico.
2) Miller, que em 1953, misturando CH4, NH2 e H2O em laboratório, conseguiu formar aminoácidos, substâncias formadoras de proteínas, confirmando, segundo os evolucionistas, a teoria da geração espontânea. Essa experiência está relatada em todos os livros de Biologia usados atualmente nas redes de ensino. O que os livros não informam, é que os aminoácidos produzidos eram 50% levógiros(L) e 50% dextrógiros(D). Pasteur em suas experiências, descobriu que organismos vivos são compostos por 100% de aminoácidos levógiros(L). Após a morte, ao entrar em decomposição, os aminoácidos das proteínas do organismo começam a se transformar em dextrógiros(D), até atingirem a proporção de 0% de levógiros e 50% de dextrógiros. Isso demonstra que o que Miller produziu foi a simulação de um estado de morte.

O correto e mais indicado seria que a pessoa necessitada de aminoácidos ingira apenas proteínas naturais, que possuem aminoácidos L. Entretanto, as pessoas preferem ingerir proteínas artificiais que possuem 50% de seus aminoácidos sendo do tipo D. Esses aminoácidos não serão associados ao organismo e serão expelidos pela urina. O problema maior é que muitas vezes acumulam nos rins formando cálculos renais.
Ter uma alimentação saudável é fundamental para ter uma saúde de ferro. E pra quem quer aumentar de massa muscular o segredo é, apenas, ter paciência.

6 comentários:

  1. Na pressa para ter o corpo mais socialmente aplaudido, as pessoas as vezes realmente fazem besteira. E o pior: conscientemente. O uso de suplementos atléticos, por exemplo, está associado a hipogonadismo em homens, uma vez que tais produtos contém análogos artificiais da testosterona. Com a constante ingestão dos suplementos, o organismo interpreta como excesso de produção de testosterona, diminuindo a produção da testosterona natural e funcional(responsável pelo desenvolvimento de caracteres sexuais em homens).

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  2. O valor adequado de ingestão de proteína é definido de acordo com as características do exercício, tais como intensidade, duração e freqüência. Jogadores que treinam de 5 a 6 vezes por semana durante uma hora necessitam de um consumo protéico de 1,2 a 1,4g por quilo de peso por dia. Exemplo: um jogador de 60 kg precisa ingerir de 72 a 84g de proteína/ dia. Já os tenistas com maior carga de treinamento devem ingerir 1,6g por quilo por dia. O consumo de 1,7 a 1,8g/kg de peso/dia de proteínas é indicado para quem está iniciando um rigoroso treinamento de força. O uso de suplementos protéicos, como a proteína do soro do leite (whey protein), a da soja ou a albumina da clara de ovo, é justificável, desde que a quantidade esteja de acordo com a ingestão protéica total do dia. O que ocorre, no entanto, é que a pressa faz com muitos atletas ultrapassem esse limite.

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  3. A mídia também comete certos abusos aos generalizar informações estereotipam o produto. Nem todos os suplementos contém hormônios, assim como nem todos contém 20% de carboidratos. O problema é que muitos almejam um corpo perfeito, porém não condições financeiras e optam por um suplemento mais barato, que muitas vezes vem adulterado.

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  4. A relação entre uma elevada ingestão de proteínas e dano renal se deve além do fato dos rins eliminarem os produtos do metabolismo protéico (uréia e amônia), a questão do alto consumo protéico aumentar a taxa de filtração glomerular, proporcionando aumento da pressão dentro dos glomérulos nos rins. Mas sabe-se atualmente que essas alterações são adaptações fisiológicas normais do organismo humano, dentro de um limite da capacidade renal.

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  5. É importante frisar que no caso de pessoas que não praticam exercícios de maneira profissional, mas pensam em usar suplementação, a recomendação é marcar uma consulta com um médico ou nutricionista, fazer uma avaliação e descobrir se é realmente necessário complementar a dieta. Só esses profissionais po­­dem fazer uma avaliação a partir do nível de atividade física da pessoa, seu gasto calórico e sua dieta para analisar se a alimentação do dia a dia é suficiente ou quais os suplementos mais indicados para o caso. Na maioria das vezes, uma reformulação do cardápio, tirando as gorduras saturadas, sódio e açúcar e apostando em gorduras insaturadas, fibras, vitaminas e sais minerais, já é suficiente para garantir bons resultados.

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  6. Para indivíduos sedentários, recomenda-se a ingestão de 0,8g de proteína por kg/dia. Já indivíduos ativos, com a ingestão de 1,2 a 1,4g por kg/dia, teriam sua demanda atendida. Visando à hipertrofia muscular, atletas ou não teriam suas necessidades atendidas com o consumo máximo de 1,8g de proteína por kg/dia contempladas perfeitamente em uma alimentação equilibrada, salvo situações especiais. No entanto, o uso de uma dessas necessidades proteícas em um estilo de vida que não condiz com elas pode levar aos problemas citados no texto

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