Esponja de aço, não assolan. Sabão em pó, não sabão omo.
Toxina botulínica, não botóx. Botóx é uma marca americana da toxina botulínica.
A bactéria clostridium botulinum produz essa toxina.
Ela pode ser fatal aos seres humanos quando ingerida. O motivo? Paralisia
flácida. Para os músculos se moverem eles precisam de um estímulo vindo do
sistema nervoso. Esse estímulo se dar por meio das sinapses. Para as sinapses
ocorrerem elas precisam de substâncias específicas, os neurotransmissores. Um
deles é a acetilcolina. No corpo humano a toxina botulínica bloqueia a produção
de acetilcolina. Sem esse neurotransmissor as mensagens mandadas pelo Sistema
Nervoso Central não chegam nos músculos. O resultado é a paralisia.
De olho
nesse processo a ciência da estética inventou um processo meio maluco. Utilizar
esse veneno a favor da beleza. E deu certo. Hoje, a toxina botulínica é
utilizada em todo o mundo para o tratamento de rugas.
Entre os 15 tipos de toxina
botulínica existentes a que se aplica para fins estéticos é a tipo A. Esta é um
complexo protéico purificado. Sua fórmula é C6760H10447N1743O2010S32e
sua estrutura quaternária está representada abaixo.
Para o tratamento de rugas a toxina
funciona da maneira que funciona sempre, paralisando os músculos. Entretanto,
para o processo estético, seleciona-se os músculos nos quais ela vai agir. A
toxina botulínica vai paralisar os músculos do rosto que causam rugas. O efeito
de uma aplicação dura por volta de seis meses. Depois disso as rugas voltam a
aparecer.
Entretanto,
usar “botóx” tem que ser sempre algo a ser muito bem pensado. O exagero de
aplicações pode causar deformações na face. Exemplos é o que não faltam. Abaixo está o exemplo do desastre que foram as cirurgias da italiana Michela Romanini.
Fontes:



