domingo, 25 de maio de 2014

O veneno da beleza

            Esponja de aço, não assolan. Sabão em pó, não sabão omo. Toxina botulínica, não botóx. Botóx é uma marca americana da toxina botulínica.
            A bactéria clostridium botulinum produz essa toxina. Ela pode ser fatal aos seres humanos quando ingerida. O motivo? Paralisia flácida. Para os músculos se moverem eles precisam de um estímulo vindo do sistema nervoso. Esse estímulo se dar por meio das sinapses. Para as sinapses ocorrerem elas precisam de substâncias específicas, os neurotransmissores. Um deles é a acetilcolina. No corpo humano a toxina botulínica bloqueia a produção de acetilcolina. Sem esse neurotransmissor as mensagens mandadas pelo Sistema Nervoso Central não chegam nos músculos. O resultado é a paralisia.

           De olho nesse processo a ciência da estética inventou um processo meio maluco. Utilizar esse veneno a favor da beleza. E deu certo. Hoje, a toxina botulínica é utilizada em todo o mundo para o tratamento de rugas.
     Entre os 15 tipos de toxina botulínica existentes a que se aplica para fins estéticos é a tipo A. Esta é um complexo protéico purificado. Sua fórmula é C6760H10447N1743O2010S32e sua estrutura quaternária está representada abaixo.

    Para o tratamento de rugas a toxina funciona da maneira que funciona sempre, paralisando os músculos. Entretanto, para o processo estético, seleciona-se os músculos nos quais ela vai agir. A toxina botulínica vai paralisar os músculos do rosto que causam rugas. O efeito de uma aplicação dura por volta de seis meses. Depois disso as rugas voltam a aparecer.

              Entretanto, usar “botóx” tem que ser sempre algo a ser muito bem pensado. O exagero de aplicações pode causar deformações na face. Exemplos é o que não faltam. Abaixo está o exemplo do desastre que foram as cirurgias da italiana Michela Romanini.



Fontes:

quinta-feira, 15 de maio de 2014

A Cor da Melanina

          Para iniciar a falar de beleza introduzirei uma doença que causa indesejáveis danos estéticos: o vitiligo. Manchas brancas indesejáveis aparecem por todo o corpo. No entanto as lesões atingem, principalmente, genitais, cotovelos, joelhos, face, extremidades dos membros inferiores e superiores (mãos e pés).
            O motivo de falar dessa doença é simples. Ainda existe muito preconceito, muitos mitos, muita ignorância. O medo de contrair é tamanho que muitas vezes leva uma pessoa a simplesmente não querer se aproximar de alguém com vitiligo. Infelizmente a medicina ainda pouco sabe sobre essa doença. Seu processo, dificilmente (Pra não dizer quase nunca), é revertido. Entretanto isso não é motivo para querer isolar o doente. O vitiligo não é contagioso. Pode pegar, pode abraçar, pode beber no mesmo copo. Você não contrairá a doença.
            As causas da doença são pouco conhecidas. Segundo o médico Dráuzio Varella, em seu site, existem basicamente três motivos para a despigmentação. Mas a forma como isso ocorre é uma só. Essas manchas são resultado do desparecimento de melanina. A melanina é a proteína responsável por dar cor à nossa pele. Sem melanina a pele fica clara. Com o vitiligo as células do nosso corpo que são responsáveis por produzir melanina, os melanócitos, são destruídas. Sem melanócitos, sem melanina. E assim a área atingida pela doença perde sua coloração.
            Por não se saber ao certo os motivos da doença não se tem uma forma eficaz de evita-la. Porém certas precauções podem ser tomadas. Hidratar a pele regularmente, usar o protetor solar de forma correta...
            Um dos casos de vitiligo mais comentado no mundo foi o do cantor estadunidense Michael Jackson. Nele, as manchas estavam espalhadas por todo o corpo e cobriam boa parte. O cantor preferiu despigmentar toda a área negra restante.
            Em qualquer caso de mancha branca no corpo o ideal é procurar um dermatologista. O cuidado com a pele deve ser fundamental não só para quem quer ser uma pessoa bonita. É fundamental também para quem quer ser saudável.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Apresentação do Blog

            A palavra estética se faz cada vez mais presente nas relações indivíduo-sociedade. No entanto não é de hoje que o belo é tão apreciado. Os gregos que o digam! Porém, na atualidade, o bonito virou um produto capitalista. O belo é vendido em farmácias, clínicas, entre outros.
            A princípio, faz-se necessário entender o que é estética. Do que ela trata. Segundo as autoras Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins no seu livro A Introdução à Filosofia existem, basicamente, três conceitos para a palavra estética. O uso vulgar, que diz respeito à beleza física, o conceito em artes, que trata de um estilo (Estética barroca, estética renascentista) e o conceito em filosofia, onde estética é a parte que estuda o belo.

            Pois bem, neste blog nos voltaremos para a discussão do primeiro conceito de estética lá citado. A estética como sendo o estudo do que é belo. Mais especificamente ainda, do que é belo fisicamente no ser humano. Vamos nos atentar para o que a bioquímica tem de melhor para nos proporcionar a beleza sem, no entanto, negligenciar o seu lado social. Tentar reparar o limite do bom senso ultrapassado em alguns casos.