Há poucos dias a ANVISA proibiu a venda de alguns suplementos proteicos para atletas. O motivo? Havia uma quantidade muito alta de carboidratos nesses suplementos superando, em 20% dos casos, os valores declarados no rótulo do produto. A medida foi acertada e nos faz discutir sobre o uso de suplementos proteicos por atletas, principalmente os de academia.
A busca por um corpo belo e parecido com o padrão atlético nos leva a fazer muita coisa que não podemos. Ter massa muscular é motivo de muita coisa boa, inclusive de uma grande possibilidade de arranjar o(a) parceiro(a) sexual dos sonhos. Por isso perder horas na academia. É lá que estimulamos os nossos músculos a aumentar de tamanho.
Quando os músculos são submetidos a um treinamento intensivo, como em uma sessão de treinamento de resistência, ocorre um estresse nas fibras musculares que é chamado na literatura de estresse ou lesão muscular. Essa ruptura da célula muscular ativa as células satélite, as quais estão localizadas no exterior das fibras musculares entre a lâmina basal (membrana basal) e a membrana plasmática (sarcolema) das fibras musculares para espalhar ao local da lesão. Para tanto, gasta-se aminoácidos e o corpo precisa repô-los. Para fazer isso a célula pega o aminoácido livre no corpo e o transforma em proteínas constituintes das fibras musculares.
Antes de mostrar como cada pessoa repõe esses aminoácidos precisamos entender algumas coisinhas:
1) Moléculas que desviam a luz para a direita são chamadas dextrógiras(D); quando o desvio é para a esquerda, as moléculas são chamadas levógiras(L). A importância disso reside no fato de que uma molécula dextrógira(D) e uma levógira da mesma substância(DL) são imagens especulares uma da outra. Como em bioquímica, a disposição dos átomos é crucial na determinação da atividade biológica, a mesma substância com distinta quiralidade pode não apresentar efeito biológico.
2) Miller, que em 1953, misturando CH4, NH2 e H2O em laboratório, conseguiu formar aminoácidos, substâncias formadoras de proteínas, confirmando, segundo os evolucionistas, a teoria da geração espontânea. Essa experiência está relatada em todos os livros de Biologia usados atualmente nas redes de ensino. O que os livros não informam, é que os aminoácidos produzidos eram 50% levógiros(L) e 50% dextrógiros(D). Pasteur em suas experiências, descobriu que organismos vivos são compostos por 100% de aminoácidos levógiros(L). Após a morte, ao entrar em decomposição, os aminoácidos das proteínas do organismo começam a se transformar em dextrógiros(D), até atingirem a proporção de 0% de levógiros e 50% de dextrógiros. Isso demonstra que o que Miller produziu foi a simulação de um estado de morte.
O correto e mais indicado seria que a pessoa necessitada de aminoácidos ingira apenas proteínas naturais, que possuem aminoácidos L. Entretanto, as pessoas preferem ingerir proteínas artificiais que possuem 50% de seus aminoácidos sendo do tipo D. Esses aminoácidos não serão associados ao organismo e serão expelidos pela urina. O problema maior é que muitas vezes acumulam nos rins formando cálculos renais.
Ter uma alimentação saudável é fundamental para ter uma saúde de ferro. E pra quem quer aumentar de massa muscular o segredo é, apenas, ter paciência.
Na pressa para ter o corpo mais socialmente aplaudido, as pessoas as vezes realmente fazem besteira. E o pior: conscientemente. O uso de suplementos atléticos, por exemplo, está associado a hipogonadismo em homens, uma vez que tais produtos contém análogos artificiais da testosterona. Com a constante ingestão dos suplementos, o organismo interpreta como excesso de produção de testosterona, diminuindo a produção da testosterona natural e funcional(responsável pelo desenvolvimento de caracteres sexuais em homens).
ResponderExcluirO valor adequado de ingestão de proteína é definido de acordo com as características do exercício, tais como intensidade, duração e freqüência. Jogadores que treinam de 5 a 6 vezes por semana durante uma hora necessitam de um consumo protéico de 1,2 a 1,4g por quilo de peso por dia. Exemplo: um jogador de 60 kg precisa ingerir de 72 a 84g de proteína/ dia. Já os tenistas com maior carga de treinamento devem ingerir 1,6g por quilo por dia. O consumo de 1,7 a 1,8g/kg de peso/dia de proteínas é indicado para quem está iniciando um rigoroso treinamento de força. O uso de suplementos protéicos, como a proteína do soro do leite (whey protein), a da soja ou a albumina da clara de ovo, é justificável, desde que a quantidade esteja de acordo com a ingestão protéica total do dia. O que ocorre, no entanto, é que a pressa faz com muitos atletas ultrapassem esse limite.
ResponderExcluirA mídia também comete certos abusos aos generalizar informações estereotipam o produto. Nem todos os suplementos contém hormônios, assim como nem todos contém 20% de carboidratos. O problema é que muitos almejam um corpo perfeito, porém não condições financeiras e optam por um suplemento mais barato, que muitas vezes vem adulterado.
ResponderExcluirA relação entre uma elevada ingestão de proteínas e dano renal se deve além do fato dos rins eliminarem os produtos do metabolismo protéico (uréia e amônia), a questão do alto consumo protéico aumentar a taxa de filtração glomerular, proporcionando aumento da pressão dentro dos glomérulos nos rins. Mas sabe-se atualmente que essas alterações são adaptações fisiológicas normais do organismo humano, dentro de um limite da capacidade renal.
ResponderExcluirÉ importante frisar que no caso de pessoas que não praticam exercícios de maneira profissional, mas pensam em usar suplementação, a recomendação é marcar uma consulta com um médico ou nutricionista, fazer uma avaliação e descobrir se é realmente necessário complementar a dieta. Só esses profissionais podem fazer uma avaliação a partir do nível de atividade física da pessoa, seu gasto calórico e sua dieta para analisar se a alimentação do dia a dia é suficiente ou quais os suplementos mais indicados para o caso. Na maioria das vezes, uma reformulação do cardápio, tirando as gorduras saturadas, sódio e açúcar e apostando em gorduras insaturadas, fibras, vitaminas e sais minerais, já é suficiente para garantir bons resultados.
ResponderExcluirPara indivíduos sedentários, recomenda-se a ingestão de 0,8g de proteína por kg/dia. Já indivíduos ativos, com a ingestão de 1,2 a 1,4g por kg/dia, teriam sua demanda atendida. Visando à hipertrofia muscular, atletas ou não teriam suas necessidades atendidas com o consumo máximo de 1,8g de proteína por kg/dia contempladas perfeitamente em uma alimentação equilibrada, salvo situações especiais. No entanto, o uso de uma dessas necessidades proteícas em um estilo de vida que não condiz com elas pode levar aos problemas citados no texto
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