Nessa e na próxima postagem
abordaremos um assunto muito delicado nos quesitos estética e alimentação: as
doenças anorexia e bulimia nervosas. Essas doenças se dão, basicamente, por
meio de distúrbios alimentares, gerados por uma obsessão pela magreza. Hoje,
nos limitaremos a falar da anorexia.
A anorexia nervosa pode provocar
problemas psiquiátricos graves. A pessoa se olha no espelho e, embora
extremamente magra, se enxerga obesa. Com medo de engordar ainda mais, exagera
na atividade física, jejua, vomita, toma laxantes e diuréticos.
Às vezes, os portadores do transtorno
chegam rapidamente à caquexia, um grau extremo da desnutrição. Pesquisas mostram
que, nesses casos, o índice de mortalidade varia entre 15% e 20%, o que é tido
como alarmante.
As pessoas com anorexia chegam a
ingerir apenas 200 kcal por dia, enquanto o ideal seria 1200. Para manter sua
atividade metabólica um anoréxico já não depende mais das suas reservas
primárias, o glicogênio. Seu corpo passa a gastar lipídeos. O problema inicia
quando os lipídeos acabam e o corpo inicia o consumo das suas reservas proteicas.
Os músculos do indivíduo definham, dando a ele uma aparência mortífera.
Diversos fatores favorecem o
aparecimento da doença: 1) predisposição genética, 2) conceito atual de moda
que determina a magreza absoluta como padrão de beleza e elegância, 3) pressão
da família e do grupo social e 5) alterações neuroquímicas cerebrais,
especialmente na concentração de serotonina e noradrenalina.
Uma vez diagnosticado um quadro de
anorexia, a reintrodução dos alimentos deve ser gradativa, a fim de evitar
maior sobrecarga cardíaca. Há casos em que se torna imprescindível a internação
hospitalar para que a oferta gradual de calorias seja controlada por
nutricionistas.
Não há medicação específica para a
anorexia nervosa. Medicamentos antidepressivos podem ajudar a aliviar os sintomas
depressivos, compulsivos e de ansiedade. Em geral, o tratamento desses
pacientes exige o trabalho de equipe multidisciplinar.
“O ideal é ficar atento. Se a
preocupação com a magreza deixou de ser aquela vaidade normal, de todos nós, e
virou obsessão é melhor começar a se cuidar. O corpo agradece.”
Dráuzio Varella

Convém destacar o grupo de risco para essa temível doença, geralmente são adolescentes ou indivíduos no início da vida adulta, sendo o gênero feminino o mais afetado,além de atrizes, cantoras, dançarinas, pois são elas as que sofrem mais pressão da sociedade para seguir uma linha de beleza. Dessa forma, a anorexia sempre está relacionada com depressão e ansiedade, e as estatísticas são preocupantes, nos países desenvolvidos, 1 a cada 300 habitantes já foram diagnosticados com anorexia. Em relação aos problema nutricionais, os anoréxicos restringem, principalmente, uma alimentação rica em lipídeos, e assim, tem dificuldades na absorção de vitaminas lipossolúveis, além de ácidos graxos essenciais. Para tratar a doença é necessária uma equipe multiprofissional: médicos psiquiatras, nutricionistas, psicólogos, endocrinologistas. Mas, é importante as terapias em grupo, que possibilitam uma conversa com outras pessoas na mesma situação, diminuindo o isolamento social e compartilhando experiências e conselhos.
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ResponderExcluirO maior desafio no tratamento da anorexia nervosa é fazer a pessoa reconhecer que tem uma doença. A maioria das pessoas com anorexia nervosa nega que tem um distúrbio alimentar. Em geral, as pessoas somente começam um tratamento quando a doença é grave.Os objetivos do tratamento para a anorexia são recuperar o peso corporal e os hábitos alimentares normais. Um ganho de peso de 0,5 a 1,4 kg por semana é considerado um objetivo seguro. Pelo post foi perceptível que a anorexia tem um fundo principalmente psicológico. Assim, o tratamento com medicamentos deve vir acompanhado de tratamento com psicólogo e, principalmente, da ajuda de amigos e familiares.
ResponderExcluirÉ importante que os familiares da vítima da anorexia estejam sempre atentos aos sintomas para que, diagnosticando de maneira mais rápida, possam dar início ao tratamento. Dentre os sintomas estão: ter medo enorme de ganhar peso ou ficar gorda, mesmo quando estiver abaixo do peso normal; recusar-se a manter o peso no que é considerado normal ou aceitável para sua idade e altura (15% ou mais abaixo do peso normal); ter uma imagem corporal muito distorcida, ser muito focada no peso ou na forma corporal e se recusar a admitir a gravidade da perda de peso; não ter menstruado por três ou mais ciclos (em mulheres); Cortar a comida em pequenos pedaços ou movêlos no prato em vez de comêlos; exercitar-se o tempo todo, mesmo quando o tempo estiver ruim, quando estiver machucada ou ocupada; ir ao banheiro imediatamente após as refeições; recusar-se a comer perto de outras pessoas; usar comprimidos para urinar (diuréticos), evacuar (enemas e laxantes) ou reduzir o apetite (comprimidos para perda de peso), etc
ResponderExcluirDeve-se lembrar que em 90% dos casos, acomete mulheres adolescentes e adultas jovens, na faixa de 12 a 20 anos e é uma doença com riscos clínicos, podendo levar à morte por desnutrição. A alta taxa de mulheres com essa doença mostra a impactante influência externa como causa dessa doença, já que as mulheres são mais preocupadas com o corpo. É importnte, antes de tudo, aumentar a auto-estima da paciente, pois se não ocorrer a morte por desnutrição ela pode ocorrer por depressão
ResponderExcluirTanto anorexia quanto bulimia podem estar associadas a quadros de depressão e transtorno obsessivo compulsivo (TOC), por exemplo. As meninas que desenvolvem esses problemas são muitas vezes as melhores e mais brilhantes em suas turmas. Segundo a dra. Ana Luiza, muitas foram crianças-modelo, perfeccionistas, compulsivas, cuidadosas e pacificadoras.
ResponderExcluir“Essas meninas são rígidas na incorporação das regras paternas e, muitas vezes, têm a convicção privada de que não são valorizadas por todos os seus esforços neste sentido”, explica a Ana Luiza Camargo, psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
O tratamento deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar formada por psiquiatra, psicólogo, pediatra, clínico e nutricionista, em função da complexa interação de problemas emocionais e fisiológicos nos transtornos alimentares. Quando for diagnosticada a anorexia nervosa, o médico deve avaliar se o paciente está em risco iminente de vida, requerendo, portanto, hospitalização. O objetivo primordial do tratamento é a recuperação do peso corporal através de uma reeducação alimentar com apoio psicológico. Em geral, é necessário alguma forma de psicoterapia para ajudar o paciente a lidar com sua doença e com as questões emocionais subjacentes.
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