terça-feira, 3 de junho de 2014

“Cabelo de Liso”


        Quando se pergunta o porquê de alguém alisar seus cabelos se tem imediatamente uma resposta: “pra ficar mais bonita(o)”. Essa saciedade por beleza é estudada pela estética e dentro disso tudo se tem uma grande quantidade de conhecimentos bioquímicos que servem para explicar como esse processo funciona. Por isso, na postagem de hoje, o tema a ser tratado será alisamento capilar.
            O cabelo é um pelo que cresce no couro cabeludo. Há em média 3 milhões e meio de fios capilares em uma pessoa adulta e crescem em média 1 cm por mês. Diferenciam-se dos pelos comuns pela sua elevadíssima concentração por área de pele e pelo desenvolvimento em comprimento. Podem ser lisos, crespos, ondulados e de muitas cores. Os cabelos não servem só como um aliado estético (dando forma e valorizando o rosto), mas também funcionam como um isolante térmico, protegendo a cabeça das radiações solares e da abrasão mecânica. Também podem ser um indicativo de diversas doenças que se manifestam alterando sua estrutura.
            Poder modelar o cabelo é algo maravilhoso para as mulheres e é nesse processo de modelamento que entra o alisamento capilar. O mais comum deles é a chapinha. Para entender melhor como funciona a chapinha é necessário entender que os cabelos são formados principalmente por proteínas, queratina, pontes de enxofre e pontes de hidrogênio. Com o aquecimento intenso da prancha, ocorre uma quebra temporária das pontes de hidrogênio, o que torna os fios mais lisos. Este processo é reversível e ocorre quando se umidifica o cabelo.
            Entretanto, é necessário tomar muito cuidado com o alisamento capilar. Tratar o cabelo com respeito é fundamental para mantê-lo saudável. Alisar o cabelo sem a devida hidratação, proteção, etc, pode deixa-lo mais quebradiço, ressecado, tornando-o, assim, um cabelo feio, um “cabelo de liso”.
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6 comentários:

  1. Infelizmente, muitas mulheres não pesam os malefícios que esse procedimento traz ao cabelo. A estrutura capilar é feita da proteína alfa-queratina, sendo o padrão de distribuição das pontes de sulfeto e de hidrogênio, que estabilizam a molécula, o que determinam o grau de ondulação do cabelo. Ao submeter o cabelo a altas temperaturas, a queratina começará a se desnaturar em razão da ruptura dessas ligações intermoleculares que estabilizam a molécula. Acontece que retiradas as condições desnaturantes, a proteína pode voltar a restabelecer essas interações, porém a probabilidade de que seja da mesma forma que inicialmente são quase nulas. Ou seja, o cabelo nunca volta a ser o que era antes e começa, progressivamente, a se danificado.

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  2. Mais uma vez, a busca exagerada pelo alcance do padrão de beleza atual (cabelos lisos, nesse caso), acaba por provocar consequências não tão boas, mesmo que apenas a longo prazo. Ao alisar e obter um aspecto bonito, a mulher não percebe o mal que causa a sua estrutura capilar. O desgaste ocorrido com o tempo é resultado da perca de queratina natural dos fios - uma proteína composta por aminoácidos e cisteína presente nas unhas e cabelos dos seres humanos, e também nos pelos e chifres dos animais - além de outros nutrientes.

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  3. O advento das técnicas estéticas modernas trouxe consigo a possibilidade de alterar o visual de acordo com as preferências pessoais. No entanto, às vezes essa mudança pode ser nociva e deve ser alertada pelo profissional estético ao cliente. No caso do alisamento, a substância usada (geralmente hidróxido de sódio, hidróxido de guanidina ou tioglicolato de amônia) quebra as pontes de dissulfeto da queratina, em um processo denominado "lantionização", que é a substituição de um terço dos aminoácidos de cistina por lantionina. Com essa quebra das pontes dissulfeto, o fio sofre relaxamento e o profissional consegue o alisamento desejado.As pontes de dissulfeto são responsáveis pelo formato dos fios e ligam as proteínas encontradas no eixo do cabelo. Quanto maior o número de ligações, mais crespos os cabelos ficam e mais potente deve ser o produto utilizado para alisá-los. Depois do processo é necessário utilizar uma substância ácida para fechar as cutículas e refazer essas pontes. Isto é, passa-se por um processo químico parcialmente complexo que, se feito com alta frequência, pode danificar a estrutura dos cabelos.

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  4. Muitas mulheres devido a influência da moda se submetem a esse procedimento. O cabelo é formado de queratina, que na sua estrutura está ligado por pontes dissulfeto, que com o aquecimento (desnaturação) quebram essa ligações e fica liso. Contudo, as proteínas quase sempre não se renaturam e ficam igual a antes, assim, consequentemente o cabelo nunca volta a ficar como antes. Dessa forma, prejudicando a saúde deles.

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  5. Cabelos crespos e ondulados possem maior quantidade de pontes dissulfeto (devido a presença dos aminoácidos de cisteína) que com o alisamento e chapinha são rompidos. Isso, aliado às altas temperaturas às quais o cabelo é submetido, acaba por desnaturar a proteína no cabelo danificando os fios. É necessário que se tenha em mente que tratamentos estéticos podem ter consequências danosas no corpo. Portanto, é necessário que antes de fazer algum tratamento, a pessoa esteja completamente ciente daquilo que ela irá fazer.

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  6. A alta temperatura da chapinha resulta na desnaturação das proteínas que formam os pelos conhecidos como cabelo, havendo a manutenção da estrutura primária, mas ligações como a dissulfeto entre aminoácidos de cisteína e que mantém a estrutura terciária deixam de existir. No caso, como o cabelo natural seria o crspo e não o liso, essa alteração pode se mostrar prejudicial ao cabelo, pois tal estrutura vai sofrer renaturação e, após vários ciclos de chapinha, torna-se desgastado. Percebe-se uma forte presença da estética no pensamento atual, levando, até mesmo, muitos ao descuido com a saúde.

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